01/08/2008 14:00
Cultura
Folia e Catira de Crixás – Tradição preservada

por Sinvaline, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Marcelo Scaranari

A cidade de Crixás, antigo Arraial de Nossa Senhora da Conceição, está localizada no Vale do Araguaia, região norte de Goiás, distante de Goiânia 320 Km e 354 Km de Brasília. Crixás teve seus dias de glória na época da mineração e por isso possui várias igrejas católicas como a de São Gonçalo, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora da Conceição e outras.

A Festa do Divino Espírito Santo, que acontece no mês de junho, é uma manifestação da cultura popular que o grupo coordenado pelo sr. Joaquim Maciel de Lima faz questão de preservar e para isso tem o apoio da prelazia local, o que não é comum nas outras cidades do interior de Goiás.

No VIII Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros esse grupo fez uma participação especial, juntamente com outros de várias regiões do Brasil. O grupo de Crixás é formado por 22 pessoas que fazem questão de manter viva essa tradição. Seu Manoel Dias (68) um dos integrantes diz:

- Nóis ta ficando pouco, os mestre vão morrendo, então nois tem que ensina as criança pra brinca com nois! Pois isso cumeçou desde a época dos bandeirante, num pode acabar!

Fala  exibindo  um pandeiro feito com cipó de leite, tampinhas de garrafas ou pedaços de zinco e o fundo de plástico de garrafa PET, de sua criação.

Sebastião Dias (54), acredita que a catira é de origem das rodas de boiadeiros que compravam e vendiam gado ou seja, catiravam a mercadoria.

- Catira é o jeito de trocar um animal pelo outro, então os boiadeiro viajava a cavalo fazeno isso.  A noite, ao redor de uma fogueira, eles dançava e ficou a dança com o nome de catira.

O grupo tem outros ritmos além da música da folia e da catira: o batuque de chegada, o ponteado, a avadeira, curraleira e outros.

Sr. Joaquim Maciel de Lima (78), líder do grupo, sabe que essa tradição é importante, existe há mais de 200 anos, inclusive em sua família, que é pioneira local. Ele mesmo já foi prefeito de Crixás e considera muito importante a preservação dessas manifestações, por isso está à frente do grupo ensinando crianças e envolvendo toda a comunidade.

Seu Joaquim Maciel, com muito respeito, cita milagres presenciados nesses anos, como a cura de um neto seu e o caso de uma professora que sofreu um acidente e ficou na cadeira de rodas:

- No dia da folia passar pela sua casa, como é o costume de passar nas casas, a enfermeira se preparava para levar a cadeira pra ela ir até à porta para receber a Folia. Quando voltou com a cadeira, a professora já estava de pé na porta esperando a bandeira. Todos presenciaram esse milagre!
 
No VIII Encontro de Culturas, Crixás se  juntou à outros  grupos formando uma grande festa. Donas de casa, lavradores, crianças, todos  mostrando suas raízes. São artistas mostrando como é importante a preservação das manifestações culturais brasileiras.

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