22/07/2008 19:59
Pífanos
Bloco na rua

por Alisson Alves , da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Marcelo Scaranari

De repente surge de um beco escuro de São Jorge uma sinfonia que chama logo a atenção de quem passa. Junto com ela estão os músicos, um enorme boneco e instrumentos de percussão e sopro. Mesmo sem entender muito bem do que se trata, as pessoas que ali passam logo caem na folia. É o show do Grupo de Pífanos Flautins de Matuá. Aline Moraes, uma das integrantes, explica como o grupo surgiu. "A gente começou pesquisar música popular brasileira e trocar melodias e partituras ainda na universidade. Daí começamos a tocar juntos e não paramos mais".

Composto por 12 integrantes de Campinas, São Paulo, desde 2002 o grupo se apresenta ao ar livre país afora resgatando a música popular brasileira. O Flautins é um conjunto de música instrumental que tem como carro chefe o pífano, uma flauta de bambu com sete orifícios. A origem é atribuída às saudações feitas em datas cristãs como casamentos, batizados e festas natalinas na Idade Média.

Com a cara pintada e roupas coloridas, eles percorrem as ruas da vila e convidam o público a participar do Furdunço ou Fuá (nomes que dão a esta parte do espetáculo), momento do show onde as pessoas se misturam aos músicos numa performance que lembra um bloco de carnaval. Carlos Valverde, líder dos Flautins, diz que esse momento é especial. "Nossa intenção é resgatar a cultura popular brincando". A apresentação alterna músicas de autoria do grupo com hits da cultura brasileira como Asa Branca, eternizada por Luiz Gonzaga.

O público não consegue conter a euforia e responde rapidamente ao comando da irreverente trupe. O cortejo caminha em direção ao Espaço Petrobras, local onde a apresentação se encerra com ares de teatro. No palco, o espetáculo ganha personagens como Dona Sebastiana, senhora nordestina que procura um marido e Burra, quando um integrante do grupo se fantasia e persegue pessoas na platéia, inspirada numa brincadeira popular típica do Sergipe. 

Morena Fernandes veio da Chapada Diamantina, Bahia, e ressalta a importância de projetos como o VIII Encontro de Cultura. "Já é a quarta vez que venho a São Jorge e a cada ano me impressiono com a diversidade das atrações, pois gosto muito de cultura popular". Luciana Amaral está no vilarejo com uma turma de amigos e se impressiona com a apresentação. "O curioso é que, apesar de o Pífanos ser uma manifestação popular brasileira, a gente ainda desconhece", diz.

E os projetos Grupo Flautins não param. Eles estão em fase de montagem de seu terceiro espetáculo, ainda sem previsão de estréia. Cuidam ainda de uma extensão do projeto Flautins na França, que nasceu de uma visita de Carlos Valverde ao país. "Conheci uma instrumentista francesa, propus a idéia e ela topou na hora. Agora fazemos arte brasileira também lá fora", se orgulha.

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