24/07/2008 17:08
Cultura indígena
Índios Kayapó mostram seus hábitos

por Alisson Alves, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Rodrigo Lima

A programação da II Aldeia Indígena Multiétnica homenageia diariamente uma etnia. Hoje, 24 de julho, foi a vez dos Kayapós, vindos da região do Parque Nacional de São Félix do Xingu, que começaram as atividades apresentando a Dança da Guerra. Pintados especialmente para a batalha, eles executaram uma dança que simula movimentos de luta. Isac, membro dos Kayapós, explica o ritual: "Índio tem que treinar para esperar guerra por causa do invasor".

Logo em seguida foi a vez das mulheres Kayapós encenarem a Dança do Milho e da Mandioca, uma forma de pedirem ao deus Tupã para abençoar suas plantações. As índias também fizeram seus artesanatos e suas pinturas que têm encantado os visitantes que buscam levar para casa a "tatuagem" exclusiva.

As comemorações Kayapó costumam ser regadas de muita comida, por isso o cardápio foi especialmente preparado para a ocasião. Foram utilizados legumes e carnes típicas da alimentação Kayapó. Simone Moura, coordenadora de alimentação da Aldeia, fala sobre os itens que não podem faltar. "Hoje nós fizemos abóbora, batata e inhame e, mais tarde, eles próprios vão assar o peixe na folha da bananeira e fazer biju da mesma forma que preparam na sua aldeia"

Apesar do foco da programação do dia ser os Kayapó, outras etnias participam da festa. Os primeiros a entrar na arena para as danças de celebração foram os Fulni-ô (PE).

Os homens entraram empunhando lanças e anunciado o Gavião-Peneira, dança de culto ao animal sagrado da sua comunidade. As mulheres ficam dispostas no fim da fila e se revezam para fumar um cachimbo, enquanto os homens simulam o vôo de um gavião.

Eles encerram a participação com a Dança dos Velhinhos em homenagem aos seus ancestrais. A segunda etnia a entrar na arena foi a Guarany com sua Dança dos Guerreiros.

O público foi convidado a participar acompanhado o grupo que tocava violão, uma espécie de tambor, chamado por eles de xondáro, e uma rabeca.

As diversas etnias estavam ainda se preparando para uma corrida de toras, esporte de algumas comunidades indígenas, quando os índios se separam em equipes e se revezam para carregar troncos de árvore que chegam a  pesar 60 quilos.

 

O percurso do treino começou na entrada da Aldeia e seguiu para a arena, onde homens e mulheres competem separadamente, numa prova de virilidade e força. O trajeto foi diminuído na Aldeia Multiétnica por causa de limitações de espaço, mas o indigenista Fernando Sciavini explica que na aldeia a competição exige muito mais do índio. "Eles chegam a passar quatro, cinco horas caminhando dentro da mata e as toras podem chegar a 100 quilos".

Com vestimentas e adereços coloridos, principalmente nas cores azul, preto, amarelo e vermelho, no fim da tarde os Kayapó encerraram a apresentação com a Dança da Onça, animal muito presente na sua região de origem.

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