24/07/2008 16:43
Cultura
Picadeiro indígena

por Alisson Alves , da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Rodrigo Lima

"Hoje tem palhaçada? Tem sim senhor". Essa frase dá o tom do que foi a tarde de hoje na Aldeia Indígena Multiétnica. Em comemoração ao dia Krahô, a etnia apresentou ao público o palhaço Hotxwá, o Palhaço Sagrado da Tribo. Sua função é alegrar e aumentar a autoestima da comunidade, ajudando a superar as adversidades. Recentemente foi protagonista de um vídeo-documentário dirigido pela a atriz Letícia Sabatella, que tem previsão de lançamento para ainda este ano.

De um camarim improvisado dentro da mata, sai um índio revestido por uma pintura branca ensaiando um andar como se imitasse um macaco. Ele é Ismael Krahô, palhaço que há cerca de 10 anos alegra a etnia radicada na região de Itacajé, no Tocantins. "Mehin também gosta de alegria, de brincar, de fazer rir", diz Ismael para justificar as palhaçadas. Junto com ele está Secundo Krahô, integrante da comunidade que acompanha a apresentação narrando os movimentos do Hotxwá e animando a platéia. "Sou como Galvão Bueno no futebol", brinca Secundo.

O espetáculo é interativo e as pessoas presentes atendem ao chamado para participar da brincadeira, formando um grande círculo, enquanto o Hotxwá faz estripulias no meio da roda. Sandoval

Amparo, produtor da Aldeia, diz estar realizado com a proposta."A Aldeia foi criada justamente para essa interação cultural, essa troca é nosso objetivo".

Outra a participar é Rosinha Krahô ajudando a entoar o canto que anima a apresentação e se diverte com as brincadeiras de Ismael. "Gosto quando ele faz Kupen de bobo, faz Kupen rolar no chão", se diverte.  À certa altura do espetáculo Hotxwá ganha a companhia do palhaço Chico Simões, do Ponto de Cultura Invenção Brasileira,  que realizou pequenos números de mágica acompanhados de ventriloquia, arte que utiliza para ar vida ao boneco Misericórdia da Paixão.

Chico faz brincadeiras com o palhaço Krahô e o público responde com risadas e aplausos incessantes.  Ele explica como surgiu o contato com o Hotxwá e fala da satisfação de compartilhar o picadeiro. "Conheci o Ismael no Rio de Janeiro e houve uma empatia imediata. Combinamos de fazer alguma coisa juntos e deu certo. O legal da arte é que não importa para quem você faça, todo mundo vai entender porque ela é universal", diz.

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