26/07/2008 18:18
Cultura
Debate sobre Pontos de Cultura

por Alisson Alves, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Rodrigo Lima

Integrantes de Pontos de Cultura se reuniram hoje na Roda de Prosa Ponto de Cultura - Experiências para trocar vivências no Espaço Petrobrás dentro da programação do VIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.

O Ponto de Cultura é fruto do projeto Cultura Viva do Ministério da Cultura (MinC), onde organizações selecionadas por um edital recebem recursos do Governo Federal. Esses recursos são usados para potencializar trabalhos de comunidades que incentivem a cultura tradicional do Brasil e que estejam envolvidos em arte, cultura, cidadania e economia solidária. Segundo o MinC, já são mais de 650 Pontos de Cultura  instalados no país.

A quantidade de Pontos de Cultura foi justamente o primeiro tema debatido na Roda. Diego Mendonça, membro do Ponto de Cultura de Brasília Invenção Brasileira, questiona se a quantidade de Pontos não vem sendo privilegiada e detrimento da qualidade. "Não adianta a gente espalhar Pontos de Cultura pelo país inteiro. A gente tem de ter um horizonte, uma meta, para que os Pontos alcancem seu principal propósito, que é revitalizar a cultura".

Mesmo com todas as dificuldades, é de comum acordo entre os participantes que o projeto Cultura Viva melhorou a política cultural de uma forma geral. Porém, os debatedores afirmam que a burocracia ainda é um dos maiores entraves encontrados no caminho. Dércio Marques lembra que "o maior inimigo da criatividade é a burocracia".

A solução apresentada para combater esse entrave é lutar contra o sistema estatal. Virgilio Alencar, coordenador do Ponto de Cultura República do Cerrado, em Goiânia, diz que a única forma de combater o sistema é pressionar o poder público. "Se a gente não luta contra a burocracia, os mecanismos vão continuar os mesmos". Diego Mendonça, do Ponto de Brasília, é solidário à idéia de Virgilio. "É preciso que a gente pense um passo à frente para fazer pressão e mudar as regras do Estado. Não adianta ficar só reclamando", acrescenta.

Procurando pensar soluções para esse e outros problemas, a Teia, encontro nacional dos Pontos de Cultura participantes do Programa Nacional de Cultura, visa trazer para o cerne da discussão a autonomia e sustentabilidade dos Pontos e exigir que o Programa, que fica dependente do Governo vigente, se torne política pública. Victor Basílio, integrante do ponto de Cultura República do Cerrado, encerra a Roda chamando atenção para essa discussão. "Enquanto a gente não conseguir fazer o programa virar política de estado, teremos de conviver coma ameaça de o Ponto de Cultura acabar de quatro em quatro anos" finaliza.

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