16/07/2008 16:24
Turma que Faz
Arte e Folia na Vila de São Jorge

por Mariana Caldeira, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

No palco ainda em construção, as crianças do projeto Turma Que Faz preparam sua opereta para a apresentação no VIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. As brincadeiras de roda são fonte de inspiração e ajudam a compor cada ato, resgatando a infância e os valores que foram perdidos com a chegada da tecnologia.

Érica Marques, uma das coordenadoras, solta a voz lembrando os versos que compõe a opereta: "Subi no pé da roseira, o rosa tirana, para ver se te avistava..." (Folclore do Vale do Jequitinhonha). As músicas vão contar um pouco da história do folclore brasileiro. Algumas delas estão há mais de 130 anos na estrada.

O ensaio vira atração antes mesmo do espetáculo. Não é difícil perceber o brilho nos olhos dos meninos, ainda mais em contato com os espectadores que chegam o tempo todo na vila de São Jorge. Bruna Batista, 11 anos, integrante do grupo, se entusiasma ao interpretar as cantigas. Ela participa do projeto há oito anos e diz que já aprendeu muito com as atividades. "Aqui eu aprendo a ser melhor", conta. Ela perdeu a mãe quando tinha seis anos, e não teve a oportunidade de conhecer o pai. Hoje vive com a avó e diz que não quer morar em "outro canto" nunca mais. "Aqui na escola a gente pinta, dança e o melhor, eu tenho uma família", continua.

As tardes parecem ficar mais coloridas na cabana do Turma que Faz. Além dos ensaios, as crianças estão ajudando na montagem do cenário do Encontro. Serão quatro mil flores enfeitando o palco, que deve ganhar a "cara" do Vale da Lua, um dos lugares mais visitados da Chapada dos Veadeiros. Suas formações rochosas cavadas nas pedras formadas pelas corredeiras de água lembram uma paisagem lunar.

Fátima Almeida, a querida tia Fatinha, colaboradora do projeto, promete deixar o ambiente sofisticado. "Com muito papel e tinta na mão todo mundo faz um pouco de arte aqui. Nossa maior ferramenta tem sido a boa vontade", conta.

O projeto Turma que Faz contribui com a formação de 150 crianças de São Jorge e outras 100 de Alto Paraíso. A dinâmica das atividades, que utilizam a arte e o meio ambiente como linguagem, foi experimentada anteriormente em outros estados, ao longo dos 40 anos de trabalho da artista popular Doroty Marques. "A gente tem trabalhado para oferecer aos integrantes novos olhares, para que eles sejam um diferencial no meio da massa", explica.

Com seu jeito simples, Doroty cativa os meninos. Antes de ensinar, prefere perceber a sensibilidade artística de cada um. Num vai e vem pelo palco, repetem as coreografias criadas por eles, até chegarem a melhor proposta de encenação. "É aqui que vocês vão brilhar, para um público de 3.000 pessoas. Então vamos prestar atenção!", grita já no final do ensaio.

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