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Yawalapti

Interação aumenta a cada dia na III Aldeia Multiétnica

por Gabriela Marques

23/07/09  0 comentários  lida 5022 vezes enviar por email

Aldeia recebe mais uma etnia e os Yawalapti coordenam as atividades da quarta-feira


Índios Yawalapiti durante apresentação. Foto: Giovanna Beltrão

O grupo dos Yawalapti ficou responsável pelas apresentações do quinto dia da III Aldeia Multiétnica. Às 15h, homens, mulheres e crianças já se pintavam e se enfeitavam com as cores vibrantes que caracterizam a etnia. Enquanto isso, a taquara, instrumento de sopro feito com bambu e tocado pelos homens, também era afinada.

Meia hora antes do programado o grupo já estava pronto para se apresentar. Diferente dos outros dias, eles se dirigiram primeiro para a oca central, onde começaram a apresentação. Primeiro, seis homens tocam as taquaras. Em seguida, as mulheres entram na dança, que tem o mesmo nome dos instrumentos.

Em pares, eles andam em círculos com o ritmo marcado pela batida dos pés. Com um forte grito, eles se juntam no centro da roda, onde finalizam a apresentação. Segundo Anuiá, líder Yawalapti, essa dança é usada na aldeia para os acontecimentos mais comuns, do dia-a-dia, como a colheita de uma grande quantidade de pequi.

Cerca de uma hora depois, todos seguiram para o pátio onde os Yawalapti, agora em maior número, continuaram se apresentando. Em duas filas, uma em frente à outra, homens e mulheres continuaram a dançar. O som das vozes substituiu os instrumentos e o barulho da batida dos pés ficou mais forte.

O grupo dos Yawalapti fez uma pausa na apresentação, dando espaço para os Mebêngôkre (Kaiapó). Batendo dois pequenos bastões de madeira um contra o outro, os homens entraram no pátio provocando um forte barulho. Em seguida, os bastões foram jogados no centro da roda formada por eles. Enquanto os participantes formaram uma meia-lua, o cacique foi ao centro, onde estavam os instrumentos de madeira e disse algumas frases em sua língua materna. Todos começaram a cantar, seguindo os gritos de um deles e depois buscaram os bastões.

Assim como os Yawalapti, os Mebêngôkre seguiram para a oca central onde continuaram os rituais. Os homens gritavam e cantavam batendo o pé, indo de uma extremidade à outra da palhoça. O ritmo se acelerava e os gritos se tornavam cada vez mais agudos. O grupo se separava em dois nas extremidades da oca e depois se unia no centro. Na última apresentação uma mulher e uma criança se juntaram à dança. Eles se dividiram em duas filas e os homens, cantando, protegiam o rosto com o braço.

Enquanto isso, no pátio central, os Yawalapti voltavam a se apresentar. De mãos dadas, homens e mulheres fizeram uma grande roda. Depois, também com um bastão, eles dançaram em volta da fogueira. Neste momento, algumas mulheres Mebêngôkre se juntaram à dança.

A noite começava a cair quando a apresentação acabou e todos se juntaram em volta de um fogão montado pelos Yawalapti, chamado giral, onde uma das mulheres assava peixes e fazia beiju. Assim, todos puderam conhecer a base da alimentação dessa comunidade, o que agradou a muitos visitantes da Aldeia. "Hoje teve uma maior interação com os indígenas porque pudemos experimentar a comida deles", afirma Carolina Campos, de São Paulo.

Quando os peixes acabaram, todos seguiram para a oca central para que as apresentações continuassem. Nesse momento, as mulheres Yawalapti apresentaram sozinhas um ritual denominado Yamuricumá, realizado em uma festa onde todas elas se encontram. A dança, uma luta corporal, é chamada Huca Huca. "Elas ficam ensaiando. Quem se prepara mais, ganha", explica Anuiá.

Novamente os Yawalapti fizeram uma pausa para a apresentação de outro grupo. Era a vez dos Dessana, que haviam chegado no dia anterior. Dois homens e duas mulheres vieram do Estado do Amazonas para representar a comunidade. Tocando o cariçu, instrumento de sopro típico da região dos Dessana, Reginaldo e Hernando começaram a apresentação.

Logo, Josileide e Gisele entraram na dança, formando dois pares. Mesmo em pequena quantidade, o grupo encantou a todos com a apresentação. No fim, a roda foi aberta a todos os interessados em participar. O jantar foi servido e as apresentações continuaram na oca central. As mulheres Yawalapti voltaram a dançar enquanto a fila do refeitório se formava.

Depois do jantar foi a vez das mulheres Mebêngôkre mostrarem seu ritual. As crianças já dormiam no colo de seus pais, que assistiam a suas mulheres dançando. Seu canto fino emocionou a todos enquanto um silêncio absoluto tomava conta da Aldeia. E assim, chegou ao fim mais um dia de atividades na Aldeia Multiétnica.

 

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