Kiriri (BA)

Os Kiriri (que em português significa "povo calado") falam o português, mas utilizam alguns fragmentos do seu dialeto original, o kipeá, da família lingüística Kariri, e são um exemplo de luta para os povos indígenas da região Nordeste. Somam hoje 1.612 índios. Conseguiram, em 1990, homologação da Terra Indígena Kiriri, com 12.320 hectares, localizada nos municípios de Banzaê, Quijingue e Ribeira do Pombal, na Bahia.

A conquista da terra advém da liderança dos respectivos caciques, pajés e conselheiros que duplicaram sua estrutura política no final da década de 1980. A luta pelos seus direitos começou no final da década de 70 até o final da de 90. Os Kiriri promoveram a retirada de cerca de 1.200 não-índios da sua Terra.

Entre a população kiriri, há a característica de migração mais ou menos permanente, o que pode ser resultado dos conflitos políticos e da fragmentação da história recente do povo. São Paulo, Rio de Janeiro e regiões mais próximas recebem os migrantes para o trabalho nas fazendas. Na agricultura, em sua terra homologada, o trabalho dos kiriri é voltado para a subsistência.

Dos rituais, os líderes kiriri buscaram, em 1974, na Terra Indígena Tuxá, norte da Bahia, o rito Toré, da tribo Tuxá. A princípio, a viagem tinha apenas o objetivo da realização de uma partida de futebol. O rito, que ganhou com os kiriris novos elementos "encantados", é realizado geralmente aos sábados à noite, com interrupção apenas na quaresma.

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