espetáculo

Turma que Faz, os professores da noite

Jovens e crianças da Turma que Faz, comandados por Doroty Marques encanta público do XIII Encontro de Culturas Tradicionais
Narelly Batista
Em 28/07/2013, 22:30


Crianças do Projeto Turma Que Faz. Foto: Anne Vilela

O palco encantado de São Jorge estava agitado nessa sexta-feira, 26, no último sábado do XIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Quem estava na plateia, podia ouvir os cochichos e orientações que eram dadas por uma voz rouca que respondia alguns questionamentos feitos por crianças. Tudo mudou quando o apresentador Miquéias Paz informou às 70 crianças da “Turma Que Faz”, moradoras de Alto Paraíso e da Vila de São Jorge, que esperavam atrás do palco: “O espetáculo vai começar depois da fala do Juliano. Podem se posicionar”, comunicou.

O burburinho que a pouco, ouvia-se pela plateia, se calou, e ao sinal da coordenadora do projeto, a arte-educadora Doroty Marques, o grande boneco feito manualmente, entrou em cena. As crianças que assistiam ficaram encantadas com aquele imenso sapo que expelia um tambor mágico para Andeja, a protagonista da opereta, que desiludida com a falta de contato e carinho com os outros e com a própria natureza, tocava o tambor mágico para viajar à uma nova cultura e uma outra realidade.

Na sonoridade dos tambores as crianças dançavam, e faziam performances que mostravam o resultado dos quase três meses de ensaio. Naquele momento aquelas crianças e jovens eram as estrelas da noite. Eram elas quem apresentavam suas potencialidades a um público diferenciado, que não só era composto por familiares, mas por artistas e produtores culturais do país, além de inúmeros turistas.

Ao final da apresentação, aplausos foram arrancados do público exigente que assistira aos nove atos deslumbrados com os jovens artistas que sem os ensinamentos artísticos de Doroty muito possivelmente jamais saberiam o significado da palavra opereta.

José Barbosa, 56, gerente de responsabilidade social da Petrobras, apontou o cuidado com o meio ambiente e a ideia sócio-educativa, e de preservação da cultura tradicional do programa como um dos motivos para o sucesso e apoio da empresa. “Esse tipo de programa é fundamental para o país. A Petrobras ao financiar projetos dessa magnitude contribui primeiro para a emancipação do povo brasileiro na sua mais significativa amplitude e também possibilita devolver a sociedade um pouco do que ela produz economicamente. Arte e educação são as formas mais fortes de transformação social.”

 



 

A Vila de São Jorge