Cerrado

Senado Federal no Encontro da Rede Cerrado

Senador Rodrigo Rollemberg participa de reunião estratégica durante o XIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
Guilherme Assis
Em 29/07/2013, 09:41


Senador Rodrigo Rollemberg. Foto: Delcio Gonçalves

Foto: Delcio Gonçalves

O Encontro Regional da Rede Cerrado reuniu representantes de comunidades ribeirinhas, indígenas, rurais, agroextrativistas, quilombolas entre outros povos tradicionais. Nos dias 26 e 27, durante o XIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, foram apresentadas as propostas da Rede e as pautas a serem discutidas pelos Grupos de Trabalho (GT's) estabelecidos.

A Rede Cerrado agrega cerca de 500 instituições participantes identificadas com a causa socioambiental. Essas entidades englobam uma discussão política atual representada apor meio da PEC 504 e do Projeto de Lei do Cerrado, do qual o senador Rodrigo Rollemberg é autor.

O coordenador-geral da rede, Luis Carrazza, explicou em que se resume a organização criada na Conferência Rio-92. “Somos parte de uma enorme luta. É por isso que temos representantes ativos na rede. Várias comunidades precisam de vozes nas discussões políticas. Lembrando que nossa base é a defesa dos povos do cerrado e defesa do cerrado”, definiu. Braulino Caetano e Hiparidi Top Tiro, líderes da Rede Cerrado, também estiveram presentes.

No evento, três GT’s foram criados e discutidos. Conflitos Socioambientais, Conservação e Áreas Protegidas e Agroextrativismo. Rodrigo Rollemberg participou da mesa de discussão inicial e, em entrevista, explicou sua participação ativa na Rede Cerrado através do Senado.

ECO que tem sido realizado na prática em relação à PEC Cerrado (PEC 504/2010) no Congresso?     

RR – Desde 2009 houve uma mobilização no Distrito Federal, especialmente através da Rede Cerrado. Nós não conseguimos aprovar na Câmara, mas foi aprovada no Senado. Houve uma vitória? Sim. Porém eu não sinto que exista disposição favorável à Proposta de Emenda Constitucional no âmbito legislativo. 

EC – Durante sua fala, o senador disse que se sente só nos assuntos referentes à preservação do cerrado. Isso tem a ver com essa falta de disposição?

RR – É fundamental inserirmos o cerrado como Patrimônio Nacional na Constituição Federal. O cerrado hoje em dia tem uma das maiores biodiversidades do mundo. Mais de 70% das águas do Brasil nascem nesse bioma. É uma zona de integração ecológica. Mas, infelizmente, ele é visto apenas como uma área de expansão agrícola. Como a bancada do agronegócio é mais influente no Senado, eles temem que essa área não possa ser utilizada. Há uma grande resistência. Eu me sinto só por conta disso. Poucos senadores e deputados são sensíveis à essa causa.

EC – Há quanto tempo o senador integra a Rede Cerrado?

RR – Cerca de 4 anos. Nessa época lutávamos pela aprovação da PEC do Cerrado.

EC – Durante a mesa de debates, alguns representantes demonstraram interesse político em relação à luta pela preservação do Cerrado. Qual sua orientação para quem tem esse tipo de interesse?  

RR – Devemos nesse primeiro momento fortalecer a Rede. É importante a interação entre os eixos públicos e as entidades civis. Devemos unificar as comunidades e manter a discussão no âmbito político. Assim teremos voz na preservação do Cerrado. 

 

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